
Posso amar-te em paz agora, agora que já não te quero, que não te preciso.
Que não tenho o desejo súbito de saber como foi o teu dia, que não tenho que ouvir o chuveiro do teu duche.
Acho que tranquilamente posso respirar sem sentir o cheiro desse mesmo duche pela minha vida. A mistura do vapor que me enebriava a mente.Sabendo que me chamarias no fim desse mesmo duche, que o terminaríamos juntos...rasgando humidades.
Estou em paz, nesta ausência que sei que pedi, é bom amar-te assim sem pressões e expectativas. Sem ter que explicar o porquê, nem tudo tem um propósito, eu gosto de amar sem destino sem uma razão.
A minha casa parece-me enorme, é aqui que guardo o meu amor bem protegido, longe da acidez seca que o contemplaste... agora tenho espaço para amar-te, onde posso sentir esse amor solitariamente.
(in me) solitariadades