
Sei profetizar-me em cada ruga do meu rosto
em cada veia que me lateja enquanto te toco.
Amparando o teu âmago que me sabe sempre, sempre a canela almariscada.
Sei profetizar-me enquanto que me digo não
sentindo o sim tomando posse de mim.
Em mim que resido vangloriando esta vontade tão bem controlada.
Amarguro cada sinal da tua existência em mim,
cada gota de suor derramada aquando da tua passagem.
Profetizo que voltas mais faminta que nunca,
mas voraz que algum dia foste...
espero nada esperando.